Samba na Grande Florianópolis
Como muitos já sabem, sou um grande fã de tudo que envolva samba e seus compositores. Não cresci ouvindo Cartola, Noel, Fundo de Quintal ou até mesmo Zeca Pagodinho. Cresci em meio às variadas etnias até porque já morei em cidades como Joinville, Tubarão e Palhoça, que possuem estilos e qualidade de vida diferente. Não tive a honra e a oportunidade de crescer meio a grandes rodas de samba ou participar de grandes ensaios nas quadras da escola de samba desse Brasil, muito menos vi um Show do Arlindo Cruz que não fosse pelo DVD.
Mesmo assim, o samba faz parte de mim e de minha raiz. Minha família por parte de mãe deu inicio a duas escolas de Samba, meu avô esteve à frente de grandes carnavais e meu tio avo, é um marco cultural inspirado por suas fantasias e temas explorados por várias escolas campeãs. Não sei se é para me sentir mais próximo do meu avô, que já partiu e não tive tanta oportunidade de conhecer que tenho fascinação pelo som do cavaco, pandeiro e toda aquela batucada cercada de felicidade e vibração. O que sei é que ele é a minha inspiração na hora de cantar e tocar. É como se eu tentasse dizer para ele que o samba continua na família mesmo depois de sua morte. É como se estivesse homenageando aquele que deu tanto orgulho para nossa família e que com certeza é um marco e exemplo, para todos nós.
Mais o que tudo isso tem a ver com o samba aqui na Grande Florianópolis? A resposta é simplesmente porque o samba assim como qualquer ritmo musical deveria ter apoiadores, inspiradores e propagadores. Aqui, segundo informações, é um pouco diferente.
Como já dito, inspirado pelo meu avô, e alguns outros membros de minha família, o meu encanto pelo samba despertou e desde então não me canso de querer participar das rodas regadas a muito som, felicidade e cerveja.
Em todas as rodas que participei sempre fui bem recebido e participativo fazendo cada vez mais amizades aumentando assim os convites para cada vez estar presente representando nosso samba junto com todos os outros talentosos músicos. O que mais me encanta é um bar, algumas mesas, cerveja gelada e um coral acompanhando o samba, dançando e cantando. Até o momento, tive muitas oportunidades participando ou simplesmente assistindo o som que os sambistas da região têm a mostrar. Fico abismado com tanta qualidade no repertório, percussão, cordas e voz que me é apresentado. Grupos como Número Baixo, Bom Partido e Novos Bambas, são orgulho para a Grande Florianópolis e merecem, indiscutivelmente, mais atenção e apoio.