Carnaval vem ai, cuidado
O carnaval se aproxima. É tempo de festa, bebida, badalação, muita gente reunida e pensamentos nem sempre tão “santos”. É uma época digamos, leviana, por reunir corpo e mente em objetivos que estão um pouco longe de serem religiosos, para alguns. Vamos falar a maioria da população que fará parte de blocos, micaretas e pulará incansavelmente atrás de trios elétrico bebendo, beijando e sendo aquilo que o carnaval proporciona, alegre.
No meu caso, vou para uma casa de praia um pouco afastada do “fervo”. Prefiro assim pois posso curar a ressaca ouvindo a onda do mar e, quando quiser ter outra simplesmente vou até a folia concentrada. Meu pai Ogum me dê luz e força para agüentar quatro dias de muita festa e diversão. Preciso ter cuidado!
Cuidado com o que? Sou umbandista, um instrumento de caridade que precisa estar sempre limpo espiritualmente e alerta aos males que a espiritualidade, sempre pode proporcionar. Fechar o corpo para festar tranqüilo é preciso. Quando falo em fechar o corpo, me refiro não somente ao ritual, mas também à oração destinada ao seus guias e protetores, pedindo saúde, paz e muita, muita segurança tanto física quanto espiritual, afastando a maleficências que podem querer pairar diante de mim. Acho que todos deveriam fazer isso. Mas cada cabeça é uma cabeça, hehe.
Desejo à todos um ótimo carnaval. Muita festa, proteção e a certeza de muitas histórias, engraçadas, para contar.

Nesses últimos dias aconteceram situações interessantes. Fomos tocar em cima do morro, literalmente lá em cima, onde nos foi servida uma deliciosa feijoada. Confesso que comi muito, acho que fora algo em torno de três a quatro pratos que me deixaram estufado e lógico com aquela depressão pós comida boa, risos.
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Antes de eu me tornar umbandista, antes mesmo de pensar em mediunidade, entidades e santos, eu já tinha uma crença, uma fé muito grande em um santo. Uma fé que eu não sabia o motivo, mas que sempre me deu força e que sempre atendeu os meus pedidos, me defendeu, me colocou no bom caminho, nunca me deixando cair. Esta fé tem nome, dia e outras características. Alguns chamam de São Jorge, outros de Ogum, mas a maioria, independente do primeiro nome, sabe que ele é o santo guerreiro.
Essa senhora me ensinou uma lição. Não julguemos um livro pela capa. Ela se apresentou no programa British Got Talent, uma espécie de Idolos com o nome alterado. Ela chegou com um vestido simples, cabelo sem glamour e carregando um sonho, cantar. Provavelmente os gatos com os quais esta senhora vive devem ter escutado todas as músicas dela.